Archive for junho, 2009

Material Novo na Biblioteca Online de Sustentabilidade

Disponibilizamos material novo para consulta e cópia em nossa biblioteca online de sustentabilidade:

http://www.silvaporto.com.br/blog/?p=142

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Como Uma Empresa Obtém Um Alto Desempenho Ambiental

Com o desenvolvimento das ferramentas de gestão ambiental e o aumento de profissionais de meio ambiente em seus quadros, as empresas têm elevado seu desempenho ambiental de forma significativa, porém ainda longe do nível que o Planeta precisa.

Conseguir um alto desempenho ambiental, que permita à empresa não interferir negativamente nos sistemas naturais, exige um processo penoso, contínuo e lento. Muitos profissionais me perguntam o que é preciso para que uma empresa atinja esse nível de excelência.

Pela nossa experiência, podemos relacionar quatro elementos fundamentais:

1 – VONTADE

Obviamente, sem vontade de elevar o resultado ambiental da empresa nada será conseguido. É fundamental que a alta administração da empresa demonstre essa vontade, porém é aqui que nos enganamos constantemente. Não só a alta administração, mas todas as pessoas da empresa precisam ter vontade em fazer a coisa certa.

Cabe à Direção da empresa criar mecanismos para motivar a todos e manter essa vontade latente.

2 – MÉTODO

De nada adianta ter vontade, se a empresa não dispõe de um método para implantar uma gestão ambiental avançada. Por mais que a empresa tenha profissionais capacitados, a gestão ambiental pelo bom senso não é suficiente para o desafio a enfrentar.

Com a experiência destes anos todos de trabalho desenvolvemos uma metodologia chamada Gestão Ambiental de Alto Desempenho (GAAD), para aquelas empresas que desejam trazer a sustentabilidade para dentro de seus Sistemas de Gestão Ambiental.

Recentemente, criamos o Método Repensar, como uma maneira de aplicar o conceito de sustentabilidade na prática das empresas. Quem desejar conhecer esse Método acesse:

www.silvaporto.com.br/sustentabilidade.php

3 – CAPACITAÇÃO

De nada adianta ter vontade e método, se não há pessoas capacitadas. E aqui está o grande erro das empresas. Os administradores ainda não perceberam que são as pessoas de todos os setores, e não somente do setor de meio ambiente, que fazem o desempenho ambiental da empresa.

Josep Guardiola, técnico do time do Barcelona, foi perguntado após a conquista da Liga dos Campeões da Europa em maio último se o título era uma vitória de seu método. Ele disse: “Eu não tenho método, tenho os melhores jogadores”. A empresa também precisa ter os melhores jogadores.

Contudo, essa capacitação das pessoas deve focar os conceitos e a prática da sustentabilidade, e não ferramentas de gestão e sistemas de controle.

A Silva Porto Consultoria desenvolveu cursos de capacitação para uma gestão ambiental avançada. Se desejarem mais informações, acessem www.silvaporto.com.br/treinamento.php

4 – AÇÃO

Finalmente, a empresa não chegará a lugar algum se não tiver uma ação concreta para usar a vontade de seu pessoal, para colocar em prática seu método e para aproveitar o potencial humano que a compõe.

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A Incrível Invenção de um Britânico

Vejam em nosso novo blog que um britânico inventou um equipamento revolucionário para geração de energia limpa.

http://www.silvaporto.com.br/blog/?p=80

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Blog em Novo Endereço

Este blog está de endereço novo. No novo blog teremos mais facilidade para disponibilizar material de interesse dos leitores.

Acompanhem:

www.silvaporto.com.br/blog

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Uma Aula de Sustentabilidade

Vejam que exemplo. Uma verdadeira aula de sustentabilidade.

http://www.silvaporto.com.br/blog/?p=33

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Marina Silva Arrebentou

Em sua coluna no jornal Folha de São Paulo, Marina Silva foi ao cerne do problema ambiental no Brasil. Não há visão estratégica do Governo Federal e da sociedade sobre a questão ambiental. Só discurso e nada de políticas consistentes. E o Brasil perde mais uma vez o bonde da história. Poderia liderar a economia mundial do Século 21. Não há país com potencial ambiental semelhante.

Vejam o artigo de Marina:

ELES NÃO FALARAM

Foram duas horas, na casa de meu avô, no antigo seringal Bagaço, no Acre. Meu pai não tirava o ouvido do rádio, segurando o botão para manter a frequência e melhorar o chiado, a outra mão agarrada à tábua que era o suporte do aparelho. Equilibrava-se ora num pé, ora noutro, sem arredar um minuto. Ele acompanhava a transmissão da posse do general Garrastazu Médici na Presidência da República, em outubro de 1969.

A criançada ao lado, em silêncio, sabia só que estava acontecendo alguma coisa muito importante. Quando terminou, meu pai desligou o rádio, soltou os braços ao longo do corpo e olhou para minha mãe: “Ele não falou nada do aumento do preço da borracha”. Na semana passada, me vi tendo a mesma reação de desânimo de meu pai. Li atentamente as entrevistas do presidente Lula e do ex-presidente Fernando Henrique à revista “Época” sobre as perspectivas do Brasil para 2020. E eles não falaram nada do meio ambiente.

Para não dizer que não tocaram no assunto, um o abordou ainda como problema, e o outro como exemplo de um tema novo da globalização. Mesmo assim, “en passant”. Claro, trataram de temas importantes, demonstraram ser duas das mais importantes lideranças brasileiras, mas ambos estão na agenda do século 20, não tangenciaram a mudança de perspectiva que é a marca do século 21.

Os dois presidentes já tomaram iniciativas importantes na área ambiental, ambos têm discursos bem formulados a esse respeito, mas no improviso, parece que a coisa não vem de dentro. Parece não estar no cerne de sua concepção de futuro.

Não reconhecem no Brasil, mais do que em qualquer outro país, o território propício ao surgimento de um modelo de desenvolvimento capaz de fazer a fusão concreta da justiça social sempre procurada, da dinâmica econômica e da dinâmica ambiental. No momento da decepção de meu pai, a empresa extrativista na Amazônia entrava em total decadência.

As fazendas começavam a ocupar espaço, a campanha “integrar para não entregar” entrava no ar, fazia-se propaganda para a compra de terras na região. Um mundo entrava em colapso, e quem havia passado a vida dentro da mata se sentia perdido.

Hoje, em âmbito incrivelmente maior, estamos num sistema em decadência e, novamente, não se tem uma visão estratégica de futuro, com sustentabilidade. O modo dominante de pensar está ancorado em questões compartimentadas. Há uma enorme dificuldade em reconhecer no ambiente natural o eixo integrador, a fonte dos limites, das oportunidades e do rumo que deve tomar a mudança estrutural que é a tarefa civilizatória do nosso século. 

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A Farsa da Cidade Ecológica

Fred Pearce, responsável pela coluna Greenwash do jornal The Guardian, escreve sobre a cidade ecológica de Dongtan, na China. O que foi dito que seria a primeira cidade ecológica do Planeta, não é nada disso, infelizmente. Vejam o texto abaixo.

Three years ago, I crossed the world to see it: the site for the world’s first eco-city. Shanghai, one of the fastest growing megacities on the planet, was setting aside a giant island in the Yangtze river to create an eco-city for half a million people.

British eco-engineers and green-minded architects and town planners were designing the renewably powered, car-free, water-recycling city of Dongtan as a model for the world. And its first 25,000 citizens would be living the good life there in time for the Shanghai World Expo in 2010, at which it would be by far the largest exhibit, reached by a new tunnel and bridge.

Well, it is now exactly a year until the start of the Expo. The tunnel and bridge are about to open. But of the eco-city there is nothing except half a dozen wind turbines and an organic farm. No houses, no water taxis, no sewage-recycling plant, no energy park. Nothing. And all mentioned of it has disappeared from the Expo website (slogan: “Better city; better life”).

This week, Peter Head, the man behind the project at the London-based consulting engineers Arup, who drew up the master plan, told me his clients at the city’s Shanghai Industrial Investment Company had “gone quiet. We just don’t know if anything will happen or when. The project office is shut.”

There is a persistent rumour that the project has been a casualty of the political fallout from the conviction of the city boss Chen Liangyu, jailed last year for corruption. Not so, says Head. The problems are more fundamental.

China does everything by the rules handed down from the top. There is a rule for everything. The width of roads, everything. That is how they have developed so fast, by being totally prescriptive. We wanted to change the rules in Dongtan, to do everything different. But when it comes to it, China cannot deliver that.”

It’s a bit like greening the planet. Lots of grand promises, but in the end the old entrenched ways mean little happens. Greenwash, in other words.

Shanghai milked the media well during the heyday of the planning. Searching for Dongtan on Google, there are around 177,000 hits. Almost all of them are built on a fiction: that the city fathers in Shanghai actually intended to do things differently on Chongming Island. That they really saw Arup’s expensively produced Dongtan masterplan as a blueprint for a more sustainable future. They didn’t. Not when it came to it.

Tony Blair signed the deal to design and build Dongtan with Chinese president Hu Jin-tao. His deputy, John Prescott, went there twice. So did Britain’s top urban planner, Peter Hall, and the London mayor Ken Livingstone, who wanted ideas for greening his urban landscape.

British academics carried out energy audits aimed at giving Dongtan’s future citizens an ecological footprint a quarter that of other Shanghai citizens.

But they and Arup were hoodwinked as much as anyone. People like Head, whose commitment to the project was total, could have been planning other things that might have got off the drawing board. Their time was wasted.

The SIIC director, Ma Cheng Liang, the man in charge of the project, told me in early 2006: “We need to reduce our ecological footprint. Dongtan is very significant for Shanghai and the nation.” He explained how, the Dongtan blueprint would prevent urban sprawling taking over the 100-kilometre long Chongming Island after the bridge was finished. “We want to skip traditional industrialisation in favour of ecological modernism. Dongtan is a chance to develop new ways of living.”

Did he ever mean it? I don’t know. Is it all over? Probably. With the new bridge providing easy access to Shanghai’s Pudong business district, the island’s western end, where Dongtan was planned, will soon be taken over by high-rise, high-footprint apartments. The first are already under construction.

We all wasted our time; burned carbon flying to Shanghai to relay a false prospectus to the world. If I sound bitter, I am. This time, I was a personal victim of greenwash.

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